quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Eu não sou perfeita!

Olá~
Vim postar um dos meus textos. Vamos ler?

  "Eu não sou perfeita. Nem posso ser.
 Tenho 1,75 de altura, calço 37/38, tenho pernas e braços grossos, uso aparelho, tenho bunda e peitos gigantamente gordos, mãos e pés enormes. Um nariz largo e comprido. Olhos pequenos.
 Mas estou viva, com saúde, uma ótima educação.
 Entretanto, o porém é que não me amo. Não consigo me olhar no espelho e imaginar que tem alguém em condições piores, com deformidades.
 Juro que não é egoísmo. É que cobraram tanto de mim, me julgaram tanto, que não consigo absorver coisas boas ao meu respeito. Não consigo me sentir bela, desejada e amada.
 Sabe a "tecnologia", tanto usada hoje em dia? Ela ajuda. Ajuda de várias formas, mas também é um veneno. Pessoas não percebem a calamidade pública que o mundo está passando. O mundo está doente! As pessoas não se sentem bonitas, por quê quando entram em suas redes sociais só veem fotos de pessoas magérrimas, "bombadas" e etc. O estereotipo do mundo, mata as pessoas.
 Se estou aqui, compartilhando meus sentimentos, dificuldades e duvidas, é para pedir ajuda! É meu grito, tentando evitar milhares de suicídios. Será que vou conseguir? Será que minha voz acordará  corações tão brutos, frios, auto-suficientes e repugnantes?
 Será que o tempo me trará alguma resposta? Ou trará mais silêncio, mais perguntas, mais dúvidas?
 Escrevo para achar respostas, ou para não me sentir tão só.
 Meu coração chora ao ver pessoas morrendo por não se acharem bonitas. Meu coração chora ao ver que eu sou uma dessas pessoas. Não sou o que querem que eu seja: linda, magra, loira, sorriso colgate, alta, "gostosa". 
 Mas acredito que alguém ainda se apaixonará por mim. E eu por ele. E ele vai me aceitar do jeito que sou. Vou ser amada intensamente. E vou amar ele na mesma medida. O amor nos consumirá, e "seremos feliz para sempre".
 Eu sei que é um sonho tolo, mas sei que ele vai se realizar. E enquanto isso não acontece, vou aprendendo, com certa dificuldade, a me amar.
 E neste blog, vou escrevendo minhas dores, meus fulgores e amores. Talvez algum dia, se Deus quiser, eu escreva um livro com tudo o que sinto.
 Olhem só, comecei falando do meu corpo, fui para tecnologia, calamidade, suicídios. E por fim falei de amor, e do quanto a escrita me ajuda. Talvez, futuramente, conte sobre minhas bipolaridades.
 Enquanto isso, até mais."

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